sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chegou a Sexta!

Até que enfim chegou a Sexta-feira. Os últimos dias foram de tocar terror - EM MIM!!
Então, depois de uma semana corrida e, de certa forma, 'desafiadora', nada melhor que ter dois dias para me dedicar ao dolce far niente.
Que venha o final de semana!! Só espero que não chova.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A paciência é uma virtude!




Fico feliz quando vejo alguma pessoa tratando de seus problemas com paciência e resignação. E com inveja também! E muita!

Não tenho paciência com quem não sabe o que quer e nem o que está fazendo no mundo. Perco metade do meu dia preparando alguma coisa e ai vem alguém e muda tudo...
Até ai tudo ok, se não fosse pelo fato da pessoa ser uma desorientada.
Nessa hora não consigo lembrar da tal da paciência e penso logo em alguns desaforos, respiro fundo e vou em frente, mas paciência, aquela carinha plácida e de contemplação, definitivamente não faz parte de mim.

Se a Paciência é uma virtude, prefiro muito mais o pecado da Ira!!



terça-feira, 19 de abril de 2011

Promessa de ano novo

Siiiimmm!! Já estamos na Páscoa e eu reafirmando meus votos de ano novo... Acontece que eu havia prometido não esquecer que eu tenho um blog e que ele precisa de atualização constante.
Não tenho a pretensão de que ele seja lido por alguém, mas escrever é uma forma de me estimular, permitir  a oxigenação das minhas ideias..Pensar sobre assuntos que habitualmente não penso...
Pra mim é muito mais fácil escrever do que dizer, então, mãos à obra!

O óbvio ululante

Como é difícil perceber que o que se procura está embaixo do nosso nariz... Ali, obviamente ululante...


Como é difícil parar por cinco minutos pra avaliar o que nos cerca, ouvir quem nos rodeia; estar aberto a sugestões e também a críticas. Passei muitos anos procurando alguma coisa, ou melhor, alguém. E essa pessoa sempre esteve do meu lado e eu nunca vi que ali havia tudo o que eu achava necessário.


Assim acontece com pessoas, com momentos... observar o que nos cerca deve ser um exercício constante, não se pode deixar de ver o óbvio ululante...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minha sogra é uma figura

Depois de mil anos esquecendo que esse espaço existe, vou ressucitá-lo com umas das pérolas que minha sogra me manda via e-mail...

O marido ganhou num sorteio, 3 passagens para Jerusalém.

Chegou em casa, contou para a esposa, mandou ela arrumar as malas e foi ligando para chamar também a mãe dele, quando começou uma grande discussão, um grande debate, com a esposa que queria levar a mãe dela.

Para dar final na briga ele concordou em levar a mãe dela (a sogra).

Chegando lá, estavam visitando os locais onde Cristo passou quando de repente a sogra, emocionada, passa mal.

Levam a velha pro hospital e ela acaba morrendo.

O marido conversando com o pessoal do hospital, para ver o que ia fazer, perguntou quanto custava o enterro em Jerusalém.

Disseram que na moeda brasileira, seriam uns R$ 1.000,00.

Perguntou também quanto ficaria para mandar o corpo para o Brasil.

Responderam que com o transporte e tudo ficaria uns R$ 40.000,00.

O marido então escolheu mandar para o Brasil. O pessoal do hospital e a esposa olharam espantados para ele sem entender, e perguntaram por que mandar para o Brasil se é muito mais caro?

O marido respondeu:

- Vocês já tiveram um caso de ressurreição aqui... Prefiro não arriscar...

quarta-feira, 31 de março de 2010

That's all folks!

Well, well, well... Acabou!! Até que enfim...
A formatura foi sábado, foi tudo muito lindo, tudo muito emocionante...
Seis anos de dedicação total (ah, pff) ao curso. Me sinto aliviada por ter vencido o incrível desafio pelo mundo da graduação. Outros virão, óbvio... mas é só o começo de uma trajetória. De sucesso ou não, não sei dizer.

De qualquer forma, se não der certo, já tenho um plano B... ;)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O ùltimo Julgamento

* Este foi o primeiro texto apresentado pela Ulizinha, na nova disciplina da Pós, Oficina de Leitura e Produção Textual. Eu roubei porque achei válido. Tem a ver com meu último post. Que sirva de exemplo, para mim e para outros...

Relacionar-se com pessoas deve ser uma das tarefas mais difíceis do ser humano, pelo simples fato de que uma pessoa é diferente da outra. Cada ser pensa diferente dos outros, age, tem sensações e prioridades diferentes. Cada pessoa é única. E, por isso, umas julgam as outras. E, por esses motivos, eu julguei e, na maioria das vezes, erroneamente.

Eu passava por alguém na rua e definia como essa pessoa era, pelo jeito de andar e vestir. Mesmo sendo os únicos artifícios que tinha, classificava-a como boa ou má. Se tivesse a chance de ouvir o que tinha a dizer sobre algum assunto, aí essa pessoa estava complicada em meu conceito. Eu iria caracterizá-la como inteligente ou não, como uma pessoa de caráter ou não, como bonita ou não … Geralmente, uma avaliação bem exigente. Isso, também, definia quem poderia ser meu amigo, uma seleção criteriosa com julgando prévio.

Tudo isso foi um grande erro. Primeiramente, porque não tenho esse direito. Não posso dizer se uma pessoa é boa ou má só porque eu “acho”. É preciso ter a perfeição para dizer se o outro é ou não perfeito, se tem ou não defeitos. E perfeito só há Deus. Segundo, porque eu errei tantas vezes, fui amiga de quem não merecia e exclui pessoas que, hoje, percebo que são fantásticas. Errei agindo assim.

Porém, estou melhorando, agindo com mais cautela e me atrevendo a conhecer melhor as pessoas. Estou dando-me esse direito. Quando percebo que estou palpitando sobre o que eu acho de fulano ou de ciclano, eu paro, respiro e não comento mais nada. Estou treinando o autocontrole e tenho errado menos.

Acredito ter dado um grande passo, pelo menos eu tenho consciência do problema. Estou
conquistando pessoas que conhecia há um tempo, mas que não permitia aproximação. Dessas novas amizades eu encontrei pessoas maravilhosas, de quem não esperava afinidade, histórias em comum, companheirismo, confidências e até uma grande paixão. Posso dizer, com toda certeza, que evolui.

Julgar não é sinônimo de amadurecimento. Amadurecer é abrir-se para as possibilidades: conhecer pessoas, construir amizades e relacionamentos. Eu aprendi e aprendo todos os dias, estou preparada para o novo que pode surgir a qualquer momento. E, nesse momento, já não lembro para quem foi o último julgamento.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fazendo uso da justificativa

Na primeira postagem escrevi que usaria esse espaço para dar vazão às coisas que povoam minha mente perturbada... so, here we go!

As pessoas são engraçadas... e a cada dia isso me parece mais evidente... esse assunto tem se tornado recorrente nos meus devaneios noturnos há algumas semanas... Estive pensando, é bem mais fácil cobrarmos dos outros o que não somos capazes de fazer. A história de sentar em cima do próprio rabo, entende? Percebi que é fácil, ou mais cômodo, ocupar a posição de vítima quando não se percebe que também se está na de algoz...

Fato é que, é difícil agradar a todos, nem Jesus conseguiu... eu me esforço. Acho que pode ser considerado um começo. Aprendi uma coisa importante. A não me preocupar com reputação, mas sim com a consciência. Afinal, a reputação é o que pensam sobre mim. E isso não me tira o sono, o que pensam não me importa... e não deve importar a ninguém; impossível viver de máscaras. É a consiência que me faz dormir tranquila.

Não sirvo de exemplo, ninguém serve... e também não tenho essa pretensão. Só quero que não me definam e nem me compare, sou um tipo incomum... tipo um diamante, com múltiplas facetas. Cada um vê a que merece.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Oprah é um gênio...

Opinião de Oprah Winfrey a respeito dos homens!!!


-Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
-Se ele não te quer, nada pode faze-lo ficar.
-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
-Para de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz.
-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, “foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo. -Não conserte.
-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ela vai melhorar”
-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
-Evite homens que têm um monte de filhos, e de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?
-Sempre tenha seu próprio círculo de amizade, separadamente do dele.
-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você... mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
-Não o torne um semi-deus. -Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
-Nunca deixe um homem definir quem você é.
-Nunca pegue o homem de alguém emprestado.. -Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.
-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
-Todos os homens NÃO são cachorros.
-Você não deve ser a única a fazer tudo... compromisso é uma via de mão dupla.
-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações… não há nada precioso quanto viajar… veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar... uma relação consiste de dois indivíduos completos.. procure alguém que irá te complementar.. não suplementar. -Namorar é bacana… mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
-Faça-o sentir falta de você algumas vezes... quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele – ele se acha...
-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.
-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros...

-Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam)… você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem. -Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo. -O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas: Dr. Phill -Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. -Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. -Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa.

Ladies, cuidem bem de seus corações...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Olha pro lado!!

Ei, você! É, você mesmo!! Preste atenção!!!

Quem sabe podemos nos unir e deixar de olhar o passado juntos. Talvez de mãos dadas a gente consiga fazer um presente melhor e parar de sentir saudade de coisas que não nos fazem bem...

Olha pro lado, eu to aqui, sempre pronta pra te ouvir, pra te dar um colo... Eu pecebi isso, olhei pro lado e vi alguém em quem confiar, alguém que me dá forças e me anima... Posso fazer o mesmo por você.

Olha pro lado, agora estamos perto. Mas como será quando não estivermos mais? Olha pro lado, a gente pode fazer a diferença...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quem não se comunica....

Se trumbica, já dizia o velho guerreiro. Então, eu, uma quase jornalista (pfff, grande coisa), estudiosa da Comunicação Social, cheguei a conclusão que ele tinha toda a razão.

Acredito que a conversa seja a melhor forma de resolver grande parte dos nossos problemas. Talvez seja difícil para alguns expor o que se pensa, sente. Conversar, francamente, é uma tarefa complicada. Às vezes perde-se grandes oportunidades por ficarmos presos em nossas convicções e mesquinharias, sem dar chance ao outro.

Não posso resolver um problema ou mal entendido com uma pessoa se eu não sei os motivos que a levaram a agir de determinada forma e o outro também não terá como saber de que forma e sinto com relação a certas atitudes.

Eu não vou perder a tão esperada, e pensada, oportunidade só porque me dizem que não me faz bem... e quer saber!? Faz bem sim, e muito... conversando a gente se entende e a nossa loucura faz sentido quando estamos juntos...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Numa dessas minhas divagações noturnas, fiquei pensando que o ser humano é um negócio complicado. Nunca conseguirão entender totalmente a cabeça de uma pessoa. Tenho visto muitos fatos ultimamente que me fazem questionar a sanidade da raça humana. Abaixo, algumas coisas que eu gostaria de entender mas não consigo:

1. Por que uma criatura insiste tanto em alcançar determinado objetivo se quando consegue não valoriza?

2. Por que as pessoas prometem aquilo que não podem cumprir?

3. Por que se mostrar interessado se lá no fundo não se está?

4. Por que alguns são tão covardes e não falam o que realmente pensam a ponto de fazer um terceiro sofrer?

5. Por que gostamos de quem não está nem aí pra gente?

6. E por que raios insistimos nisso?

7. Será que um dia seremos imunes a homens galinhas?

8. E será que um dia eles deixarão de existir?

Questões como essas e dezenas de outras tem me assombrado muito ultimamente. Fico me perguntando quando vou obter as respostas...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O anjo pornográfico

Acabei de ler, pela segunda ou terceira vez a biografia de Nelson Rodrigues: O Anjo pornográfico, escrita por Ruy Castro. Cada vez que leio sobre ele ou algo escrito por ele, me convenço que Nelson era um gênio, incompreendido, é verdade, mas um gênio.

Verdade que suas peças chocam em um primeiro momento, mas isso é o óbvio ululante. Elas tratam do ser humano, suas paixões, ódios, rancores e tudo o mais. Quem não se assusta ao ver seu lado obscuro? Ninguém... O teatro de Nelson é assim, a representação da alma do ser humano. Por isso causa espanto...

Foi chamado por muitos de tarado, o que é uma tremenda contradição, logo ele, que achava o sexo punitivo e atividade essa que ele próprio não praticava muito. O fato é que Nelson foi um divisor de águas no teatro brasileiro, servindo às próxmas gerações como inspiração. Antes dele o teatro não trazia nenhum tipo de reflexão, era puro entretenimento.

E só consegue entender o tratro rodrigueano quem conhece sua vida, já que parte dela integra seus textos e seus personagens... em alguns casos é a vida de Nelson que está sendo representada, como em A mulher sem pecado. O ciúme de Olegário representa muito bem Mário Rodrigues, pai de Nelson e o ciúme que ele tinha de Maria Esther.

Defendo Nelson - sim o chamo de Nelson como um amigo íntimo - com unhas e dentes. Não admito que o tratem de tarado e simplesmente isso. Pergunto o que já leram dele e me respondem: nada, mas o que vemos na Tv já diz tudo. Como a maioria sabe, a Tv vende imagens, por audiência tudo pode ser feito... Algumas coisas continuam fiéis à obra de Nelson, outras exploram a sexualidade e esquecem do drama que envolve cada personagem.

Isso renderia muitos outros parágrafos...
deixemos para outros posts

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eu já to misturando as bolas, tamanha a minha falta de discernimento. A aula de Teorias e Métodos em Pesquisa tá invadindo a de Tecnologia da Comunicação...

ueeba!!! Nelson me fascina ;)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E a invasão continua...






Exercícios da aula do dia 15/04

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Adooro desenho animado!!


eu avisei que isso ia ser invadido... hueheuheuheuheuehue

Hey! Wait!!!!

I got a new complain... and i always have some complain...

























Como tem gente que se acha... algumas figuras nem nos conhecem direito e já querem que a gente os trate como velhos amigos, amigos de infância... ah, para né!!

Em alguns casos, e veja bem, somente em alguns a exceção pode ser concedida, mas só quando realmente vale a pena. Além disso, nada feito. Cada um no seu quadrado!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Interrompemos a programação...

well, well, well...

acho mto difícil que alguém acompanhe essas minhas loucas divagações que posto aqui. De qualquer forma, interrompemos a programação para comunicar que a partir de agora esse espaço será invadido por alguns trabalhos realizados na disciplina de Tecnologia da Comunicação. A idéia foi do professor Cesar e pra não ter que criar outro blog especiífico pra postar as atividades, vou usar esse aqui mesmo...

;)

terça-feira, 17 de março de 2009

A Energia do Medo Transforma a Vida

Em uma das minhas incursões pela Internet, procurando material para aula da Branca, encontrei um texto bem legal, que explica muito bem algumas coisas que acontecem na minha vida. Espero que não seja só na minha =P

As cidades prosperam, crescem na direção do céu; o país avança para o status de primeiro mundo; e cada vez mais as pessoas acumulam o medo, nas suas mais variadas formas: da violência, de ser rejeitado, de não se aceito, de não conseguir, de não dar certo, de não ter o que comer, de faltar, de não conseguir emprego, de não casar, de não amar e ser amado e de tantas outras coisas.

Muitas vezes carregamos o medo de outras pessoas como se fosse nosso. Os pais e responsáveis são os primeiros a descarregar seus medos nas crianças. Essas pessoas confundem educar com amedrontar. “Se você não for dormir eu chamo a mula-sem-cabeça”, se você fizer isso “deus castiga”, “saia da janela senão você cai e quebra a cabeça“.

“Se você não casar o mundo vai pensar que você tem um problema”. “Faz mal tomar banho à noite”. “Mulher maquiada é coisa do demônio”. “É feio isso e aquilo”. Medo é como a falsa gravidez; é criar e aumentar uma fragilidade que não existe. Os pais também fazem você não gostar de manga, de brancos, de pretos, de índios, de orientais, disso e daquilo.

Você também deixa de gostar de vegetais porque na casa da sua mãe ninguém comia vegetais porque “não dava sustança”. Na verdade, por uma razão qualquer, a engenharia genética espacial resolveu fechar a porta da memória e do conhecimento nos verdes anos da infância e da adolescência, talvez para dar a chance dos pais se empenharem na educação dos filhos, considerando que todo pai e toda mãe se preocuparia com isso de forma natural e equilibrada.

Esse selo também deu errado de outra forma: os pais que se preocupam demasiadamente com a educação dos filhos para recuperar aquilo que eles não tiveram dos seus pais e as vezes o tiro sai pela culatra: filhos perdidos e desorientados que odeiam os pais e suas escolhas. É, a questão da imitação e da cópia é terrível. Os filhos com índole fraca imitam e copiam os pais em tudo, deixando assim de assumir suas vontades e personalidades originais. Isso inclui os medos e angústias. Quem cresce em orfanatos sadios pode ser mais equilibrado do que quem veio de uma família cheia de desajustes, herdados ou desenvolvidos ao longo dos anos. Já se sabe que medos, angústias e sofrimentos podem ser herdados dos pais, através da gravidez. Aliás há muita coisa que se herda, inclusive a homossexualidade e a heterossexualidade descontrolada. Esse processo de herança é involuntário e por isso não devemos crucificar os pais pela nossa herança genética, mas podemos pensar em não retransmitir muita coisa visível e palpável para os filhos.

Uma cliente passou a engordar depois que o filho completou 18 anos e começou a sair nos finais de semana com os amigos. Ela faz de tudo para impedir que o filho saia. O programa da sexta-feira à noite já está agendado: brigas com o filho, as vezes na frente dos amigos. Ela deita-se no sofá e dali não sai até que o filho volte para casa, não só pesado e aliviado de não ter sido assaltado mas com outras pendências a resolver com a mãe. Em sua cabeça ela inventa imagens de assalto, drogas, mortes, assassinatos, confusão, acidente de carro, etc. Quando ela tinha a idade que o filho tem hoje era proibida pelos pais de sair à noite “porque acontece tudo de ruim por aí” e “moça de família não sai à noite antes de casar”. O filho a faz voltar a sua idade e a suas coisas não resolvidas por várias razões, inclusive porque havia na família a preocupação de não casar. Ela já restringiu a família a um filho e ainda assim não consegue soltar seus medos, projetando-os no filho que é forte, saudável, masculino e faixa preta em judô. Até que ponto ela não quer soltar essa herança?

Uma conhecida teve um pai ausente e uma mãe histérica. Os irmãos saíram de casa um por um e ela ficou para trás, até que saiu para casar com um homem pai de três famílias. Só ela sabe o que projetou nesse homem pensando que estaria se livrando dos seus medos. A verdade é que ela acabou saindo da casa com quatro filhos, de pés descalços, para não ser assassinada pelo marido violento, alcoólatra, permissivo, sado-masoquista e mulherengo. Muitas foram as dificuldades e sofrimentos e ainda hoje fazem ela tenta manter os filhos adultos debaixo das suas asas para “protegê-los da crueldade do mundo”. Não liberta ninguém, e a última palavra é a dela. Mora em um lugar pouco desenvolvido, onde as chances de emprego são escassas, mas não deixa que os filhos procurem empregos e uma vida melhor em outras cidades mais propícias “para não ficarem longe de mim”. Os medos cristalizados, conhecidos e desconhecidos por ela não a deixam ver o horizonte que os filhos tanto merecem ter à sua frente. E ela reza todos os dias, com muito carinho, por todos os filhos, sem perceber que não adianta buscar a espiritualidade sem trabalhar as defesas do seu ego, as resistências, os medos profundos e irraizados da sua alma, aqueles que não a deixam dar vôos altos, arriscar um concurso público, investir na profissão, mudar para uma casa melhor, quebrar padrões que podem nem ser seus nem dos filhos. Uma amiga jornalista inteligente e competente viaja muito a serviço do seu jornal.

Quando chega a hora dela sentar e criar as matérias para enviar ao jornal ela começa a perder tudo: a chave do quarto do hotel, o gravador, as anotações, os óculos. Revira o quarto e a bolsa mas não acha nada. Quando alguém a ajuda a acalmar, ela enfia a mão na bolsa e acha tudo. Sentada de frente para a tela do computador, ela então precisa de um quilo de balas para chupar enquanto junta as idéias e escreve. Na hora de mandar as matérias, a internet não funciona, o computador está cheio de problemas e na verdade ela sequer ligou a linha telefônica no computador. Não precisa ir muito longe nessa história: ela foi educada em um colégio com a madre superiora era poderosa, daquelas que faziam tremer o chão onde pisava, que corrigia as provas apenas procurando os erros e jamais via com carinho os acertos. Claro que alguns jornalistas são seres especiais, auto-suficientes, até se acham semideuses e por tudo isso ela não procura ajuda especializada e nem consegue perceber o drama da sua vida atrelada ao medo.

Dá para notar um certo envelhecimento precoce no seu rosto… igual à madre superiora. O medo é construído por nós mesmos. Fazemos monstros das pequenas coisas e eles crescem, tomam conta das nossas partes fragilizadas e passam a residir na nossa sombra como um conjunto de bolas de soprar invisíveis amarradas na gola da nossa camisa. Pode-se dizer que medo é falta de coragem de enfrentar, é comodismo, é falta de vontade, é o conjunto de travas que muitas vezes não queremos retirar da nossa vida. Medo é encher o pescoço de amuletos e manter o coração longe da pureza da fé. É transferir para os outros as coisas que precisam ser trabalhadas em si mesmo, mas falta coragem, vontade, e a compreensão de que cada um é responsável pelo próprio desenvolvimento emocional, espiritual, mental. Proteger exageradamente os filhos da realidade da vida e do mundo é como manter uma infiltração que tenta se esconder na parede. Medo escurece a aura. Gera a química que faz o animal atacar com segurança.

Dá poder aos criminosos e aos vendedores de chácaras no céu. O medo faz você atrair exatamente aquilo que lhe amedronta porque você joga a sua energia vital nele, construindo assim o magnetismo que puxa. O medo é o responsável pela falta de vitalidade, de força para lutar pela felicidade, que atrapalha a energia da prosperidade, da abundância e da saúde. É o gancho do medo gerado na infância pobre ou desequilibrada que lhe faz insuportável, chato, grosseiro, egoísta, salafrário. É o medo que levanta o nariz do novo rico, daquele que passa a pisar em ovos quando arranja uma posição melhor, um emprego mais remunerado. É também o responsável por aqueles sapatos altos, que acabam com o equilíbrio da coluna e dos músculos do corpo; por aquelas roupas muito justas que salientam a sensualidade até no trabalho. É o facilitador da energia sem cor, aquela que alimenta o negativo, o pessimismo, aquela que lhe empurra para a dependência dos comprimidos para dormir. É o medo de encarar a vida real, de lutar pelo equilíbrio, que faz você se atirar nas artificialidades improdutivas e ilusórias da maconha e as drogas em geral. É possível expurgar o medo, mesmo aquele hereditário.

Como nada acontece na vida sem esforço, é preciso querer e realizar a vontade de se libertar dos medos. Não vá cair naquelas terapias que levam dez anos e você continua o mesmo. Procure ajuda profissional que lhe assessore a encontrar o seu próprio caminho da cura. Busque terapeutas que trabalham também com Florais/Reiki porque essa dupla afrouxa as energias emperradas e suaviza o caminho para você vomitar a energia do medo que emperra as portas e janelas da alegria da sua vida. É incrível o que acontece quando uma mão canalizadora de Reiki é posta sobre aquela região entre a linha dos mamilos e a boca do estômago. Uma criança educada com limites, o que é diferente de medo, tem uma vida mais saudável e cheia de sucesso em qualquer ramo de atividade que queira implementar porque a saúde – o equilíbrio – está ligada ao desprendimento, à liberdade para compreender que tudo é possível desde que a gente queira e esteja preparado emocionalmente para realizar.

É evidente de todo ser humano tem medo diante de uma situação nova e desconhecida. O que falamos aqui é daquele ser que fica preso à energia do medo mesmo já não tendo ao seu redor aquelas pessoas que lhe proporcionaram aquela âncora. Quando equilibrados, podemos usar a energia do medo como adrenalina e enfrentar a fera com a certeza de dominá-la. É como o bambu que mal se prende à superfície da terra, mas quando a tempestade vem ele se dobra, se arrasta no chão, e deixa que ela passe sem arranhões. É isso que o lutador de artes marciais faz quando alguém ataca. Ele se curva do lado oposto e o atacante cai com o peso do seu próprio corpo e da energia que usou para atacar.

José Joacir dos Santos é psicanalista e jornalista.

jjoacir@yahoo.com

Sabe como é...





















quem muito fala pouco faz... Então eu decidi para de resmungar e choramingar pelos cantos e decidi tomar uma decisão que estava sendo adiada há muito tempo...

Agora é a hora de tentar aprender a caminhar sozinha e tomar minhas próprias decisões. Obviamente não será fácil, mas um momento a gente cresce...